Na ponta da língua

segunda-feira, 3 de outubro de 2011


Lesões comuns, as aftas podem estar ligadas à baixa imunidade ou ao excesso de alimentos ácidos


Quem nunca sentiu a ardência de uma afta no lábio ou na bochecha? Essas feridas incômodas estão associadas a diversas doenças e pouco se sabe sobre suas verdadeiras causas. Com ou sem motivos, a afta incomoda, dói, machuca. A dentista Amanda Peres, da clínica Sorridents, explica que, apesar das inúmeras receitas caseiras para tratá-las, todo cuidado é pouco. “Dependendo do que for aplicado na lesão, a inflamação pode aumentar e piorar o quadro”, afirma.

As dicas da profissional são: fazer bochecho com uma colher de bicarbonato de sódio ou leite de magnésia diluídos em um copo de água, ou misturar água oxigenada e água comum e aplicar com cotonete diretamente na afta.

“Evite contato direto com substâncias abrasivas puras como álcool e bicarbonato em pó. Quando usar diluições para bochechos, sempre cuspa o líquido no final. Nunca engula”, explica. Amanda destaca que essas misturas caseiras não fazem tanto efeito quanto o uso de pomadas com corticóides e anti-inflamatórios, que efetivamente aceleram a cicatrização.

As aftas costumam durar de uma a duas semanas, dependendo da intensidade das feridas. Alguns alimentos podem funcionar como possíveis causadores das lesões, como o abacaxi, limão ou temperos picantes. Segundo a dentista, outros fatores são doenças sistêmicas, deficiências nutricionais, alergias, estresse, doenças autoimunes e reações a determinados medicamentos. “A afta não é transmissível e também não possui cura permanente. Além das pomadas, tem também a laserterapia, que pode ser realizada em consultório odontológico. Ela alivia a dor na primeira aplicação e ajuda a regredir a lesão”, completa.

 
talita.boros@folhauniversal.com.br